| As matérias sobre Responsabilidade Social Empresarial (RSE) publicada em 54 jornais brasileiros entre outubro de 2003 e setembro de 2004 não estiveram centralmente relacionadas aos temas pertinentes a práticas socialmente responsáveis. Em quase 60% dos textos analisados em pesquisa coordenada pela ANDI, a RSE e os assuntos a ela conectados aparecem de forma lateral ou até mesmo tangencial. • Em 26,8% dos textos a ideia de responsabilidade social apareceram em uma linha da matéria, de maneira absolutamente lateral. • A noção de responsabilidade social ou similar também surgiu de maneira lateral, porém ocupando um ou dois parágrafos da discussão, em 12,4% do material analisado. • Em 18,7% das matérias, a responsabilidade social ocupa mais de dois parágrafos. • 42,1% dos textos tiveram como foco principal a responsabilidade social. Esse dado, entretanto, não tem relação com a qualidade do material produzido. Isso significa que, em grande parte dessas matérias a intenção de abordar práticas socialmente responsáveis não conseguiu ultrapassar a utilização de terminologias do universo da RSE, mas não se aprofundaram em direção a uma análise aprofundada desse paradigma de gestão empresarial. Conheça mais sobre a cobertura do tema, bem como entenda conceitos e práticas relacionados à questão na publicação Empresas & Imprensa: Pauta de Responsabilidade – uma análise da cobertura jornalística sobre RSE. |
JUNTOS Comunicação e Sustentabilidade
sexta-feira, 27 de maio de 2011
A dimensão da cobertura de Responsabilidade Social na mídia impressa brasileira
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Veja como fazer uma festa mais sustentável
Você já pôs na ponta do lápis seus gastos para fazer festas ao longo do ano? Comemorações em família, aniversários, casamentos, formaturas?...
A Wedding Report, uma empresa de pesquisas sobre casamentos nos EUA, apontou que essa indústria do matrimônio movimentou 60 bilhões de dólares em 2008, cada cerimônia custa em média US$ 22 mil (quase R$ 40 mil).
As despesas abrangem uma gama enorme de bens e serviços: convites, presentes, refeições, produtos de papel, flores, anéis, viagens, bebidas, fogos, enfeites, roupas. Cada cerimônia provoca um impacto ambiental extraordinário, com enorme consumo de água, energia e recursos naturais. Só os convidados que viajam para o evento já aumentam a emissão de CO2, se forem de avião, pior ainda.
Segundo dados do “Estado do Mundo – 2010”, produzido pelo Wordwatch Institute (WWI) e publicado em português pelo Instituto Akatu, só os americanos, com 5% da população mundial, abocanham uma fatia de 32% do consumo global. Se todos vivessem como os americanos, o planeta só comportaria uma população de 1,4 bilhão de pessoas. Nossas classes A e B+ têm padrão de consumo semelhante. Esse excesso tende a se repetir nas festas.
Portanto, ao começar a planejar sua festa, lembre-se dos “Oito Rs” do consumo consciente:
1. reduzir,
2. reutilizar,
3. reciclar,
4. respeitar,
5. refletir,
6. reparar
7. responsabilizar-se
8. retuitar informações
Dicas:
Escolha fornecedores responsáveis
O setor de serviços de entretenimento, lazer e eventos registra muita informalidade e relações precárias de trabalho.
Só um exemplo: você já notou que há poucas grávidas trabalhando em festas e eventos (da recepção à limpeza)? Muitas empresas mantêm as pessoas que prestam serviços em festas, apesar da regularidade quase diária, com contratos precários, bicos ou free lancers. Como não há relações trabalhistas formais, a pessoa quando doente não recebe e, se ficar grávida, é demitida.
Portanto prefira, bufês, clubes, serviços em geral que pratiquem de verdade a responsabilidade social, que muitas vezes alegam em suas propagandas. Ter responsabilidade social é respeitar as leis trabalhistas do país entre outros valores e práticas.
Ao produzir a festa, não compre produtos piratas ou contrabandeados
Pagar menos por produtos piratas ou contrabandeados não compensa: você estará contribuindo com o crime organizado e com o conseqüente aumento da violência no seu bairro, na sua cidade, no seu país.
Escolha produtos de empresas social e ambientalmente responsáveis
Informe-se sobre as empresas das quais vai comprar. Valorize as que comprovadamente praticam a responsabilidade socioambiental.
Avalie bem quando comprar a prazo
Caso opte por comprar a prazo, verifique a taxa de juros e analise se a prestação é adequada ao seu orçamento. Caso pague à vista, negocie um desconto no preço. E não esqueça de fazer uma reserva no seu orçamento.
Cuidado com os utensílios
Dê preferência a papéis e embalagens recicláveis. Reutilize materiais de festas passadas. Ao final, guarde o que for possível e recicle o restante.
Prefira utensílios (copos, talheres, pratos...) reutilizáveis.
Cuidado com os enfeites
Guarde os enfeites com cuidado e os reutilize em outras festas. Na decoração com luzes, use lâmpadas de baixo consumo e apague-as antes de dormir.
Dispense os pacotes para presente
Sugira aos convidados que os presentes podem vir sem embrulhos enfeitados, que gastam um monte de papel, fita, laço e plástico. Pacotes de presente precisam desaparecer na transição para a sociedade sustentável do século 21. Comece a mudança na sua festa. Inicialmente pode até parecer estranho, mas será um bom exemplo. Quem sabe seus parentes e amigos não começam a fazer igual nas próximas?...
Decore conscientemente
Se possível opte por enfeite vegetais – pequenas árvores, arranjos – plantados em um vaso. As pessoas podem levar para manter em casa, plantar em seus jardins...
Na compra de novos, prefira os artesanais ou feitos a partir de materiais reciclados e recicláveis.
Faça doações
Você também pode doar seus presentes para ONGs e entidades de ação social. Avise aos convidados que, em vez de presente, podem depositar o valor correspondente na conta da entidade.
Doar em dinheiro é sempre melhor
Porque evita o consumo desnecessário, evita que as pessoas usem o carro para ir às compras e ainda oferece à entidade a chance de comprar o que ela realmente precisa. Por exemplo, no verão, as pessoas podem doar ventiladores, lençóis, camisetas etc... mas o que realmente a entidade precisava era de telhas para cobrir um telhado quebrado numa época de muita chuva...
Mesa farta, mas consciente
Compre apenas a quantidade de alimentos e bebidas que você estima que realmente será consumida. Prefira produtos cultivados na sua região, reduzindo assim o custo de transporte e o desperdício.
Se possível, evite as garrafas plásticas. Se for inevitável, separe tudo, tudo mesmo, para a reciclagem.
Dissemine o consumo consciente
Aproveite a festa e dissemine o consumo consciente entre seus amigos. Converse, aponte os motivos de suas escolhas nesta festa. Seu exemplo vai inspirar seus convidados a fazer o mesmo. Se não o mesmo, pelo menos algumas iniciativas. É o começo da conscientização e da mobilização.
Para cada churrasco plante uma árvore
Para produzir apenas um quilo de carne são emitidos 3,7 kg de CO2. Um churrasco para cem pessoas vai emitir, só na produção da carne, 185 kg de CO2, equivalente ao que uma árvore da Mata Atlântica sequestra durante seu crescimento em 37 anos.
Sem contar transporte, carvão, bebidas, pratos, copos, talheres e o lixo produzido no final.
Recicle as latinhas de alumínio
Ao reciclar as latinhas de alumínio que consome por ano, cada brasileiro contribui evitando a emissão de 78 g de CO2, em média.
Isso significa que só a população de São Paulo, reciclando tudo, poderia contribuir com 858 toneladas a menos de CO2 na atmosfera. Equivalente a 4.500 árvores da Mata Atlântica.
Faça a tradicional listinha de compras
Em média, um terço do que compramos em alimentos vai direto para o lixo. Em um ano, cada família acumula um desperdício de 255,5 kg de comida no lixo. Portanto, é importantíssimo que sua festa não aumente ainda mais este desperdício.
Troque gasolina por álcool
A simples troca de combustível do carro já reduz a emissão de gases de efeito estufa. Um carro com motor 2.0 a álcool emite metade do CO2 de um de mesmo motor a gasolina. Preparação de festa exige muitas ida e vindas às compras. Portanto, use um carro a álcool.
Mais: planeje para comprar tudo no menor número possível de deslocamentos.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Saiba como fazer uma calha de garrafas PET
Uma boa opção para o reaproveitamento das garrafas PET (Polietileno Tereftalat) de dois litros é utilizá-la para fazer calhas em casas. A quantidade de garrafas necessárias depende do comprimento da casa ou, do local onde a calha será instalada.
Uma garrafa PET demora cerca de 400 anos para se degradar no meio ambiente. Por ser leve, resistente, e permitir o isolamento dos líquidos, esse material se tornou muito utilizado para embalar bebidas em todo o mundo. Porém, mesmo com índices de reciclagem altos, que chegam a 51% no Brasil, ele também é bastante descartado inadequadamente em lixões e aterros sanitários.
Uma maneira de evitar esse descarte é através da reutilização deste material. Para fazer uma calha com as garrafas, o primeiro passo é limpá-las e retirar os rótulos com solvente. Feito isso, corte o bico e o fundo da garrafa, onde ficam as marcas de divisão, e pinte-a na cor desejada pelo lado de dentro, com tinta a óleo.
O procedimento de montagem é simples. Em primeiro lugar é importante definir os canos de decida da água e a altura. Depois, emende os canos com cola de isopor ou de contato e corte mais garrafas do tamanho do comprimento de sua casa, repetindo o processo de acordo com seu projeto. O passo seguinte é usar uma faca ou tesoura para fazer um retângulo de aproximadamente dez centímetros para entrada de água da chuva.
Para fixar as garrafas, você pode comprar os encaixes e parafusar, ou utilizar arames, fazendo com que as garrafas fiquem presas no teto. É importante não esquecer de fazer dois canos para a saída de água, um em cada ponta da calha. Para unir o cano e a calha, faça um círculo na última garrafa da estrutura e cole. Com informações de “Invente aqui” e calhapet.com.br
Da Redação CicloVivo
terça-feira, 12 de abril de 2011
70% dos que não usam transporte público o fariam se o serviço fosse de qualidade
Se o transporte público fosse de qualidade, 70,99% da população urbana brasileira que não usam esse serviço nos principais deslocamentos diários se tornariam usuários frequentes do sistema coletivo. Para isso, eles exigem melhorias, principalmente, na rapidez (20,83%), na disponibilidade de linhas (15,67%) e no preço; ou seja, passagens mais baratas (9,22%). Pouco mais de 24% afirmam que nada os faria utilizar o transporte público coletivo.
Os dados são da pesquisa Sistema de Indicadores de Percepção Social: Mobilidade Urbana, realizada pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada no final de janeiro deste ano.
Segundo o levantamento, que ouviu 2.770 brasileiros em todos os estados e no Distrito Federal, a disponibilidade e a rapidez ultrapassaram, juntas, 40% das preferências na região Nordeste. Com a exceção dessa parcela do país, em que a indisponibilidade de linhas foi mais citada como condicionante principal ao uso do transporte individual, as demais regiões exigem, em primeiro lugar, a rapidez. Na terceira opção, o preço e o conforto aparecem juntos, com aproximadamente 15% das considerações. Entre os que afirmam que nenhuma opção os faria utilizar os transportes públicos, 32,5% são da região Centro-Oeste e 14,7% do Norte.
Marcio Pochmann, presidente do Ipea, enfatizou que a expansão da frota brasileira na última década se deu especialmente por meio de motos e automóveis. “Houve também um crescimento no transporte coletivo, mas não na mesma proporção, visto que para cada ônibus novo colocado em circulação nos últimos dez anos, apareceram 52 automóveis”, disse. “A população tem interesse em usar o transporte público, mas ainda precisa identificá-lo mais com características de rapidez, melhor preço e segurança. Há espaço para ação em matéria de políticas públicas”, concluiu Pochmann.
Os meios de locomoção coletivos são utilizados por 44,3% da população, cerca de 85 milhões de brasileiros. O uso de carros aparece em segundo lugar, com 23,8%, e o de motocicletas em terceiro, com 12,6%. O percentual de pessoas que se locomovem a pé é de 12,3%, e a bicicleta aparece como última opção, com 7%.
“Investimentos em metrô, e trem, que integram e comportam mais pessoas, são mais rápidos e poluem menos, podem ser soluções de melhor qualidade, se não for possível reduzir o contingente e a concentração populacional das metrópoles aferida hoje. Essas alternativas, aliadas ao incentivo do governo para promover novas modalidades de transporte, em substituição aos automóveis e ônibus, diminuiriam o fluxo de veículos, os atrasos, o desconforto da população e a emissão de gases poluentes na atmosfera, beneficiando a saúde pública”, recomenda o estudo.
Brasileiros estão insatisfeitos com o transporte público
Ainda de acordo com o estudo, mais de um terço da população brasileira (39%) considera o transporte público muito ruim ou ruim. No país, 31,3% acham o transporte regular e somente 2,9% consideram muito bom, ao passo que 26,1% o consideram bom e 0,7% não souberam ou não quiseram opinar. A região Sudeste tem o menor percentual de entrevistados que acham o transporte muito bom, 1,8%, ao mesmo tempo em que conta com uma das piores avaliações: 45,9% de reprovação. No Norte há a melhor aprovação, com 7,6% que consideram o transporte público muito bom.
Por Rogério Ferro, da equipe Akatu
Biblioteca da ONU oferece índices do desenvolvimento humano
O Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) lançou uma biblioteca online com textos de temas sociais e econômicos. O Centro de Documentação de Desenvolvimento Humano oferece ao público mais de 500 publicações sobre meio ambiente, conhecimento, desigualdade, democracia, racismo e cultura produzidos por escritórios da ONU na América Latina e no Caribe.
Grande parte do material é em espanhol e a sua procura pode ser feita diretamente no campo convencional ou por meio de uma árvore de busca, que oferece os papéis por tipo de trabalho: pessoas (indivíduos, instituições, contexto cultura e organizacional), bens (locais, empresas, estado, sociedade civil), natureza (desastres naturais), entre outros. Os documentos podem ser lidos direto na página ou baixados para o computador do usuário no formato pdf.
Os organizadores afirmam que o armazenamento e a organização dos documentos na árvore de busca do site possibilitam observar a interdisciplinaridade que a própria Nações Unidas fazem da ideia de desenvolvimento, que não contempla só o viés econômico, mas, também e com igual peso, os aspectos ambiental e social.
Fonte: Akatu com informações do site do Pnud
terça-feira, 5 de abril de 2011
Arquitetos noruegueses criam projeto para deixar Los Angeles mais sustentável
Projeto Umbrella reinterpreta a infra-estrutura existente de Los Angeles, implementando uma estratégia de renovação baseada em pontos que irão gradualmente transformar a grade da cidade em um espaço público mais verde e mais atraente. (Imagem:Divulgação)
O Projeto Umbrella ou Guarda-Chuva, feito pelos arquitetos noruegueses Constantin Boincean, Ralph Bertram e Aleksandra Danielak, ganhou o primeiro lugar no Los Angeles Cleantech Corridor e na competição Green District, apresentada pelo Instituto de Arquitetura da California do Sul.
Os participantes foram desafiados a usar a competição como um fórum de discussões sobre inovações e novos conceitos que poderiam ser aplicados ao tecido urbano de Los Angeles.
O Prefeito de Los Angeles, Antonio Villaraigosa, acredita que a competição irá transformar o centro industrial em uma incubadora de empregos verdes e de tecnologia, irá promover o crescimento sustentável da economia de Los Angeles, e colocar a cidade na vanguarda da revolução da tecnologia limpa.
Segundo os designers vencedores, o Projeto Guarda-Chuva, "reinterpreta a infra-estrutura existente de Los Angeles, implantando uma estratégia de renovação baseada em pontos que irão gradualmente transformar a grade da cidade em um espaço público mais verde e mais atraente”. A estrutura, em forma de cogumelo, irá tratar o esgoto da cidade e de blocos adjacentes coletando a água negra, limpando e redistribuindo essa água limpa pelo processo de evaporação solar e condensação.
Os designers desenvolveram uma estratégia de "acupuntura" para o programa de renovação urbana de Los Angeles, para ajudar a transformar a cidade para um futuro mais sustentável. O Projeto inicialmente parece ser um mobiliário urbano de grandes dimensões. As estruturas são, na verdade evaporadores solar, que podem ser implementados dentro da rede existente na cidade.
As estruturas vão clarear a água negra do sistema de esgoto, e através de um processo de evaporação e condensação, irão redistribuí-la. Ruas convencionais são transformadas em mantas de paisagens culturais e irão promover o potencial de desenvolvimento sustentável dentro e ao redor delas. A praça urbana central se tornará um ponto dentro de um processo gradual de transformação, que irá afetar o modo em que as pessoas vêm, usam e experienciam suas cidades. As estruturas são plataformas para novos tipos de atividades sociais.
Cada componente do projeto Umbrella se torna um ponto focal para a evolução social e as atividades que se fundem para se tornar parte de uma rede maior, proposta pela equipe de design. Stan Allen, diretor da Escola da Universidade de Princeton de Arquitetura, descreveu o projeto como "altamente memorável como uma imagem, ao mesmo tempo em que transforma a maneira como a cidade vai tratar os seus recursos no futuro".
Da Redação CicloVivo
terça-feira, 15 de março de 2011
Curso de extensão em Coaching
A Escola Superior de Marketing (FAMA), em parceria com o professor Fernando Chaves, promove curso de extensão em Coaching Gerencial e Executivo. Destinado a quem deseja obter maiores realizações, o encontro utiliza o Coaching como instrumento de desenvolvimento estratégico pessoal e profissional. É também uma oportunidade de fomentar melhorias nos gestores organizacionais na aplicabilidade dessa ferramenta de gestão de pessoas. O curso acontece na Fama, nos próximos dias 19 e 26 e, ainda, nos dias 2 e 9 de abril, das 8h às 16h. Mais informações pelos fones: 3081.0596 ou 9225.1497 ou no blog www.ferramentasestrategicas.blogspot.com.
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