sexta-feira, 27 de maio de 2011

A dimensão da cobertura de Responsabilidade Social na mídia impressa brasileira

As matérias sobre Responsabilidade Social Empresarial (RSE) publicada em 54 jornais brasileiros entre outubro de 2003 e setembro de 2004 não estiveram centralmente relacionadas aos temas pertinentes a práticas socialmente responsáveis. Em quase 60% dos textos analisados em pesquisa coordenada pela ANDI, a RSE e os assuntos a ela conectados aparecem de forma lateral ou até mesmo tangencial. 

• Em 26,8% dos textos a ideia de responsabilidade social apareceram em uma linha da matéria, de maneira absolutamente lateral. 

• A noção de responsabilidade social ou similar também surgiu de maneira lateral, porém ocupando um ou dois parágrafos da discussão, em 12,4% do material analisado. 

• Em 18,7% das matérias, a responsabilidade social ocupa mais de dois parágrafos.  

• 42,1% dos textos tiveram como foco principal a responsabilidade social. Esse dado, entretanto, não tem relação com a qualidade do material produzido. Isso significa que, em grande parte dessas matérias a intenção de abordar práticas socialmente responsáveis não conseguiu ultrapassar a utilização de terminologias do universo da RSE, mas não se aprofundaram em direção a uma análise aprofundada desse paradigma de gestão empresarial. 

Conheça mais sobre a cobertura do tema, bem como entenda conceitos e práticas relacionados à questão na publicação Empresas & Imprensa: Pauta de Responsabilidade – uma análise da cobertura jornalística sobre RSE


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Veja como fazer uma festa mais sustentável


Você já pôs na ponta do lápis seus gastos para fazer festas ao longo do ano? Comemorações em família, aniversários, casamentos, formaturas?...

A Wedding Report, uma empresa de pesquisas sobre casamentos nos EUA, apontou que essa indústria do matrimônio movimentou 60 bilhões de dólares em 2008, cada cerimônia custa em média US$ 22 mil (quase R$ 40 mil).

As despesas abrangem uma gama enorme de bens e serviços: convites, presentes, refeições, produtos de papel, flores, anéis, viagens, bebidas, fogos, enfeites, roupas. Cada cerimônia provoca um impacto ambiental extraordinário, com enorme consumo de água, energia e recursos naturais. Só os convidados que viajam para o evento já aumentam a emissão de CO2, se forem de avião, pior ainda.

Segundo dados do “Estado do Mundo – 2010”, produzido pelo Wordwatch Institute (WWI) e publicado em português pelo Instituto Akatu,  só os americanos, com 5% da população mundial, abocanham uma fatia de 32% do consumo global. Se todos vivessem como os americanos, o planeta só comportaria uma população de 1,4 bilhão de pessoas. Nossas classes A e B+ têm padrão de consumo semelhante. Esse excesso tende a se repetir nas festas.

Portanto, ao começar a planejar sua festa, lembre-se dos “Oito Rs” do consumo consciente:

1.    reduzir,
2.    reutilizar,
3.    reciclar,
4.    respeitar,
5.    refletir,
6.    reparar
7.    responsabilizar-se
8.    retuitar informações
Dicas:
Escolha fornecedores responsáveis
O setor de serviços de entretenimento, lazer e eventos registra muita informalidade e relações precárias de trabalho.
Só um exemplo: você já notou que há poucas grávidas trabalhando em festas e eventos (da recepção à limpeza)? Muitas empresas mantêm as pessoas que prestam serviços em festas, apesar da regularidade quase diária, com contratos precários, bicos ou free lancers. Como não há relações trabalhistas formais, a pessoa quando doente não recebe e, se ficar grávida, é demitida.
Portanto prefira, bufês, clubes, serviços em geral que pratiquem de verdade a responsabilidade social, que muitas vezes alegam em suas propagandas. Ter responsabilidade social é respeitar as leis trabalhistas do país entre outros valores e práticas.

Ao produzir a festa, não compre produtos piratas ou contrabandeados
Pagar menos por produtos piratas ou contrabandeados não compensa: você estará contribuindo com o crime organizado e com o conseqüente aumento da violência no seu bairro, na sua cidade, no seu país.

Escolha produtos de empresas social e ambientalmente responsáveis
Informe-se sobre as empresas das quais vai comprar. Valorize as que comprovadamente praticam a responsabilidade socioambiental.

Avalie bem quando comprar a prazo
Caso opte por comprar a prazo, verifique a taxa de juros e analise se a prestação é adequada ao seu orçamento.  Caso pague à vista, negocie um desconto no preço. E não esqueça de fazer uma reserva no seu orçamento.

Cuidado com os utensílios
Dê preferência a papéis e embalagens recicláveis. Reutilize materiais de festas passadas. Ao final, guarde o que for possível e recicle o restante.
Prefira utensílios (copos, talheres, pratos...) reutilizáveis.

Cuidado com os enfeites
Guarde os enfeites com cuidado e os reutilize em outras festas. Na decoração com luzes, use lâmpadas de baixo consumo e apague-as antes de dormir.

Dispense os pacotes para presente
Sugira aos convidados que os presentes podem vir sem embrulhos enfeitados, que gastam um monte de papel, fita, laço e plástico. Pacotes de presente precisam desaparecer na transição para a sociedade sustentável do século 21. Comece a mudança na sua festa. Inicialmente pode até parecer estranho, mas será um bom exemplo. Quem sabe seus parentes e amigos não começam a fazer igual nas próximas?...

Decore conscientemente
Se possível opte por enfeite vegetais – pequenas árvores, arranjos – plantados em um vaso. As pessoas podem levar para manter em casa, plantar em seus jardins...
Na compra de novos, prefira os artesanais ou feitos a partir de materiais reciclados e recicláveis.

Faça doações
Você também pode doar seus presentes para ONGs e entidades de ação social. Avise aos convidados que, em vez de presente, podem depositar o valor correspondente na conta da entidade.

Doar em dinheiro é sempre melhor
Porque evita o consumo desnecessário, evita que as pessoas usem o carro para ir às compras e ainda oferece à entidade a chance de comprar o que ela realmente precisa. Por exemplo, no verão, as pessoas podem doar ventiladores, lençóis, camisetas etc... mas o que realmente a entidade precisava era de telhas para cobrir um telhado quebrado numa época de muita chuva...

Mesa farta, mas consciente
Compre apenas a quantidade de alimentos e bebidas que você estima que realmente será consumida. Prefira produtos cultivados na sua região, reduzindo assim o custo de transporte e o desperdício.
Se possível, evite as garrafas plásticas. Se for inevitável, separe tudo, tudo mesmo, para a reciclagem.

Dissemine o consumo consciente
Aproveite a festa e dissemine o consumo consciente entre seus amigos. Converse, aponte os motivos de suas escolhas nesta festa. Seu exemplo vai inspirar seus convidados a fazer o mesmo. Se não o mesmo, pelo menos algumas iniciativas. É o começo da conscientização e da mobilização.

Para cada churrasco plante uma árvore
Para produzir apenas um quilo de carne são emitidos 3,7 kg de CO2. Um churrasco para cem pessoas vai emitir, só na produção da carne, 185 kg de CO2, equivalente ao que uma árvore da Mata Atlântica sequestra durante seu crescimento em 37 anos.
Sem contar transporte, carvão, bebidas, pratos, copos, talheres e o lixo produzido no final.

Recicle as latinhas de alumínio
Ao reciclar as latinhas de alumínio que consome por ano, cada brasileiro contribui evitando a emissão de 78 g de CO2, em média.
Isso significa que só a população de São Paulo, reciclando tudo, poderia contribuir com 858 toneladas a menos de CO2 na atmosfera. Equivalente a 4.500 árvores da Mata Atlântica.

Faça a tradicional listinha de compras
Em média, um terço do que compramos em alimentos vai direto para o lixo. Em um ano, cada família acumula um desperdício de 255,5 kg de comida no lixo. Portanto, é importantíssimo que sua festa não aumente ainda mais este desperdício.

Troque gasolina por álcool
A simples troca de combustível do carro já reduz a emissão de gases de efeito estufa. Um carro com motor 2.0 a álcool emite metade do CO2 de um de mesmo motor a gasolina. Preparação de festa exige muitas ida e vindas às compras. Portanto, use um carro a álcool.
Mais: planeje para comprar tudo no menor número possível de deslocamentos.

Do site do Instituto Akatu

terça-feira, 19 de abril de 2011

Saiba como fazer uma calha de garrafas PET

Uma boa opção para o reaproveitamento das garrafas PET (Polietileno Tereftalat) de dois litros é utilizá-la para fazer calhas em casas. A quantidade de garrafas necessárias depende do comprimento da casa ou, do local onde a calha será instalada.

Uma garrafa PET demora cerca de 400 anos para se degradar no meio ambiente. Por ser leve, resistente, e permitir o isolamento dos líquidos, esse material se tornou muito utilizado para embalar bebidas em todo o mundo. Porém, mesmo com índices de reciclagem altos, que chegam a 51% no Brasil, ele também é bastante descartado inadequadamente em lixões e aterros sanitários.

Uma maneira de evitar esse descarte é através da reutilização deste material. Para fazer uma calha com as garrafas, o primeiro passo é limpá-las e retirar os rótulos com solvente. Feito isso, corte o bico e o fundo da garrafa, onde ficam as marcas de divisão, e pinte-a na cor desejada pelo lado de dentro, com tinta a óleo.

O procedimento de montagem é simples. Em primeiro lugar é importante definir os canos de decida da água e a altura. Depois, emende os canos com cola de isopor ou de contato e corte mais garrafas do tamanho do comprimento de sua casa, repetindo o processo de acordo com seu projeto. O passo seguinte é usar uma faca ou tesoura para fazer um retângulo de aproximadamente dez centímetros para entrada de água da chuva.

Para fixar as garrafas, você pode comprar os encaixes e parafusar, ou utilizar arames, fazendo com que as garrafas fiquem presas no teto. É importante não esquecer de fazer dois canos para a saída de água, um em cada ponta da calha. Para unir o cano e a calha, faça um círculo na última garrafa da estrutura e cole. Com informações de “Invente aqui” e calhapet.com.br

Da Redação CicloVivo

terça-feira, 12 de abril de 2011

70% dos que não usam transporte público o fariam se o serviço fosse de qualidade

Se o transporte público fosse de qualidade, 70,99% da população urbana brasileira que não usam esse serviço nos principais deslocamentos diários se tornariam usuários frequentes do sistema coletivo. Para isso, eles exigem melhorias, principalmente, na rapidez (20,83%), na disponibilidade de linhas (15,67%) e no preço; ou seja, passagens mais baratas (9,22%). Pouco mais de 24% afirmam que nada os faria utilizar o transporte público coletivo.
Os dados são da pesquisa Sistema de Indicadores de Percepção Social: Mobilidade Urbana, realizada pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada no final de janeiro deste ano.

Segundo o levantamento, que ouviu 2.770 brasileiros em todos os estados e no Distrito Federal, a disponibilidade e a rapidez ultrapassaram, juntas, 40% das preferências na região Nordeste. Com a exceção dessa parcela do país, em que a indisponibilidade de linhas foi mais citada como condicionante principal ao uso do transporte individual, as demais regiões exigem, em primeiro lugar, a rapidez. Na terceira opção, o preço e o conforto aparecem juntos, com aproximadamente 15% das considerações. Entre os que afirmam que nenhuma opção os faria utilizar os transportes públicos, 32,5% são da região Centro-Oeste e 14,7% do Norte.

Marcio Pochmann, presidente do Ipea, enfatizou que a expansão da frota brasileira na última década se deu especialmente por meio de motos e automóveis. “Houve também um crescimento no transporte coletivo, mas não na mesma proporção, visto que para cada ônibus novo colocado em circulação nos últimos dez anos, apareceram 52 automóveis”, disse. “A população tem interesse em usar o transporte público, mas ainda precisa identificá-lo mais com características de rapidez, melhor preço e segurança. Há espaço para ação em matéria de políticas públicas”, concluiu Pochmann.

Os meios de locomoção coletivos são utilizados por 44,3% da população, cerca de 85 milhões de brasileiros. O uso de carros aparece em segundo lugar, com 23,8%, e o de motocicletas em terceiro, com 12,6%. O percentual de pessoas que se locomovem a pé é de 12,3%, e a bicicleta aparece como última opção, com 7%.

“Investimentos em metrô, e trem, que integram e comportam mais pessoas, são mais rápidos e poluem menos, podem ser soluções de melhor qualidade, se não for possível reduzir o contingente e a concentração populacional das metrópoles aferida hoje. Essas alternativas, aliadas ao incentivo do governo para promover novas modalidades de transporte, em substituição aos automóveis e ônibus, diminuiriam o fluxo de veículos, os atrasos, o desconforto da população e a emissão de gases poluentes na atmosfera, beneficiando a saúde pública”, recomenda o estudo.

Brasileiros estão insatisfeitos com o transporte público

Ainda de acordo com o estudo, mais de um terço da população brasileira (39%) considera o transporte público muito ruim ou ruim. No país, 31,3% acham o transporte regular  e somente 2,9% consideram muito bom, ao passo que 26,1% o consideram bom e 0,7% não souberam ou não quiseram opinar. A região Sudeste tem o menor percentual de entrevistados que acham o transporte muito bom, 1,8%, ao mesmo tempo em que conta com uma das piores avaliações: 45,9% de reprovação. No Norte há a melhor aprovação, com 7,6% que consideram o transporte público muito bom.

Por Rogério Ferro, da equipe Akatu

Biblioteca da ONU oferece índices do desenvolvimento humano

O Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) lançou uma biblioteca online com textos de temas sociais e econômicos. O Centro de Documentação de Desenvolvimento Humano oferece ao público mais de 500 publicações sobre meio ambiente, conhecimento, desigualdade, democracia, racismo e cultura produzidos por escritórios da ONU na América Latina e no Caribe.
Grande parte do material é em espanhol e a sua procura pode ser feita diretamente no campo convencional ou por meio de uma árvore de busca, que oferece os papéis por tipo de trabalho: pessoas (indivíduos, instituições, contexto cultura e organizacional), bens (locais, empresas, estado, sociedade civil), natureza (desastres naturais), entre outros. Os documentos podem ser lidos direto na página ou baixados para o computador do usuário no formato pdf.
Os organizadores afirmam que o armazenamento e a organização dos documentos na árvore de busca do site possibilitam observar a interdisciplinaridade que a própria Nações Unidas fazem da ideia de desenvolvimento, que não contempla só o viés econômico, mas, também e com igual peso, os aspectos ambiental e social.

Fonte: Akatu com informações do site do Pnud

terça-feira, 5 de abril de 2011

Arquitetos noruegueses criam projeto para deixar Los Angeles mais sustentável



Projeto Umbrella reinterpreta a infra-estrutura existente de Los Angeles, implementando uma estratégia de renovação baseada em pontos que irão gradualmente transformar a grade da cidade em um espaço público mais verde e mais atraente. (Imagem:Divulgação)

O Projeto Umbrella ou Guarda-Chuva, feito pelos arquitetos noruegueses Constantin Boincean, Ralph Bertram e Aleksandra Danielak, ganhou o primeiro lugar no Los Angeles Cleantech Corridor e na competição Green District, apresentada pelo Instituto de Arquitetura da California do Sul.

Os participantes foram desafiados a usar a competição como um fórum de discussões sobre inovações e novos conceitos que poderiam ser aplicados ao tecido urbano de Los Angeles.

O Prefeito de Los Angeles, Antonio Villaraigosa, acredita que a competição irá transformar o centro industrial em uma incubadora de empregos verdes e de tecnologia, irá promover o crescimento sustentável da economia de Los Angeles, e colocar a cidade na vanguarda da revolução da tecnologia limpa.

Segundo os designers vencedores, o Projeto Guarda-Chuva, "reinterpreta a infra-estrutura existente de Los Angeles, implantando uma estratégia de renovação baseada em pontos que irão gradualmente transformar a grade da cidade em um espaço público mais verde e mais atraente”. A estrutura, em forma de cogumelo, irá tratar o esgoto da cidade e de blocos adjacentes coletando a água negra, limpando e redistribuindo essa água limpa pelo processo de evaporação solar e condensação.

Os designers desenvolveram uma estratégia de "acupuntura" para o programa de renovação urbana de Los Angeles, para ajudar a transformar a cidade para um futuro mais sustentável. O Projeto inicialmente parece ser um mobiliário urbano de grandes dimensões. As estruturas são, na verdade evaporadores solar, que podem ser implementados dentro da rede existente na cidade.

As estruturas vão clarear a água negra do sistema de esgoto, e através de um processo de evaporação e condensação, irão redistribuí-la. Ruas convencionais são transformadas em mantas de paisagens culturais e irão promover o potencial de desenvolvimento sustentável dentro e ao redor delas. A praça urbana central se tornará um ponto dentro de um processo gradual de transformação, que irá afetar o modo em que as pessoas vêm, usam e experienciam suas cidades. As estruturas são plataformas para novos tipos de atividades sociais.

Cada componente do projeto Umbrella se torna um ponto focal para a evolução social e as atividades que se fundem para se tornar parte de uma rede maior, proposta pela equipe de design. Stan Allen, diretor da Escola da Universidade de Princeton de Arquitetura, descreveu o projeto como "altamente memorável ​​como uma imagem, ao mesmo tempo em que transforma a maneira como a cidade vai tratar os seus recursos no futuro".
Da Redação CicloVivo

terça-feira, 15 de março de 2011

Curso de extensão em Coaching

A Escola Superior de Marketing (FAMA), em parceria com o professor Fernando Chaves, promove curso de extensão em Coaching Gerencial e Executivo. Destinado a quem deseja obter maiores realizações, o encontro utiliza o Coaching como instrumento de desenvolvimento estratégico pessoal e profissional. É também uma oportunidade de fomentar melhorias nos gestores organizacionais na aplicabilidade dessa ferramenta de gestão de pessoas. O curso acontece na Fama, nos próximos dias 19 e 26 e, ainda, nos dias 2 e 9 de abril, das 8h às 16h. Mais informações pelos fones: 3081.0596 ou 9225.1497 ou no blog www.ferramentasestrategicas.blogspot.com.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mudanças do clima, Mudanças de vida

Durante meses, equipes do Greenpeace viajaram por todo o Brasil, documentando os impactos das mudanças climáticas em diversas regiões. O resultado foi um filme com imagens impressionantes de seca, inundação e destruição, além de depoimentos emocionados de pessoas no Sul, na Amazônia e no Nordeste que sofreram, sofrem e podem sofrer ainda mais com essas alterações do clima. O documentário traz também a opinião de cientistas sobre as causas do aquecimento global e o que o governo e a população podem fazer para barrar já os impactos das mudanças climáticas.

Documentário / Greenpeace / 6 min / 2006

Campanha da Fraternidade 2011 propõe debate mais amplo sobre mudanças climáticas


Ao abrir a 48ª Campanha da Fraternidade, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil alertou sobre a gravidade das consequências do aquecimento do planeta. O texto-base da campanha expõe conclusões da ciência sobre mudanças climáticas, mostra a participação humana no problema e critica o modelo energético que privilegia fontes fósseis, o desmatamento e o agronegócio.

A Igreja quer mobilizar fiéis sobre os impactos das mudanças climáticas e estimular ações práticas para preservar o meio ambiente. Com o tema Fraternidade e a Vida no Planeta, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou ontem (9) a 48ª Campanha da Fraternidade, que pretende alertar os católicos para a gravidade das consequências do aquecimento do planeta.

No texto-base da campanha, a CNBB expõe as principais conclusões da ciência sobre as mudanças climáticas e a participação humana no problema, faz críticas ao modelo energético que ainda privilegia fontes fósseis – grandes emissoras de gases de efeito estufa, ao desmatamento e até ao agronegócio.

Segundo o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, a ideia é aproximar o debate sobre mudanças climáticas das pessoas e estimular mudança de hábitos e políticas públicas que ajudem a preservar a vida e o planeta. “Pergunta-se o que o cidadão comum pode fazer. As enchentes em São Paulo e em outras capitais, por exemplo, poderiam ser minimizadas se não houvesse uma massa de detritos jogados nos rios”, citou dom Dimas.

Entre as ações práticas sugeridas pela campanha estão a redução do uso de sacolas plásticas, o uso de energias renováveis e mudanças de hábitos de consumo. “As campanhas da Fraternidade são caracterizadas pela capilaridade, chegamos ao ribeirinhos da Amazônia e aos grandes condomínios. Isso contribui para o alcance da reflexão.”

Durante a apresentação da campanha, o secretário-geral da CNBB criticou a falta de investimentos em fontes alternativas de energia, como a eólica e a solar, o risco de aprovação de mudanças no Código Florestal sem considerar a opinião de movimentos ligados à terra e a construção de grandes projetos de infraestrutura sem garantia de contrapartidas sociais.

Dom Dimas reiterou críticas da CNBB a algumas das propostas de mudanças no Código Florestal previstas no relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), como a possibilidade de anistia para desmatadores e a redução de limites de áreas de preservação. “Nossa preocupação é que o código não seja votado de forma apressada porque as consequências serão duradouras.”

Reportagem de Luana Lourenço, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 10/03/2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Consumidores brasileiros também podem fazer consultas no Goodguide

O Goodguide, ferramenta online criada nos Estados Unidos e que permite aos consumidores de lá obterem, de forma rápida, prática e direta, informações independentes sobre a sustentabilidade de produtos e serviços que consomem, pode ser usada no Brasil, já que parte dos mais 90 mil itens norte-americanos cadastrados no buscador são produtos exportados e até confeccionados em vários países do mundo.

Não existem dados sobre o número de brasileiros que usam a ferramenta, nem a quantidade exata de produtos comercializados no Brasil cadastrados no sistema, mas é considerável o volume das importações brasileiras a partir dos Estados Unidos. Dos produtos estrangeiros que chegaram aqui em 2010, 15,1% vieram dos Estados Unidos, segundo dados da Secretaria do Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio (MDIC). Da Ásia foram 30,7%; da União Europeia, 21,7%, e de América Latina e Caribe, 16,9%.

“Apesar de já funcionar há quatro anos, o Goodguide ainda é uma ferramenta em construção e, mesmo nos Estados Unidos, muitos produtos ainda não estão cadastrados. Aqui no Brasil, testamos, com sucesso, perto de uma dezena de marcas internacionais, mas acreditamos que essa lista pode ser maior”, explica Alice Lobo, diretora executiva do Prêmio GreenBest. A iniciativa, que reconhece as melhores iniciativas e produtos sustentáveis no Brasil, selecionou o Goodguide para finalista na categoria Sites e Aplicativos.

Para Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu, o Goodguide ajuda o movimento do consumo consciente. “Ferramentas como o Goodguide são importantes fontes de informação para consumidores de toda parte, já que os produtos tendem a ser os mesmos no mundo inteiro. Aliada às já consolidadas redes sociais, onde internautas relatam suas experiências com bens adquiridos, se tornam um instrumento muito útil para o consumo consciente”, analisa.

O Goodguide também é associado a diversos sites de compras online como o Amazon, eBay e PayPal, ou seja, na hora da compra pela internet, o consumidor pode, antes de pagar pelo produto, a partir das referências de determinado item, procurar informações no buscador.

Itens que vão desde alimentos, produtos de cuidados pessoais, limpeza doméstica, eletroeletrônicos e eletrodomésticos e até comida para animais são analisados por uma equipe de especialistas em avaliação do ciclo de vida de produtos, engenharia ambiental, química, nutrição e estudiosos do comportamento do consumidor, além de outros profissionais independentes e os resultados cadastrados na ferramenta. O grupo é liderado por Dara O´Rourke, idealizador do projeto e o professor de política ambiental e do trabalho da Universidade de Berkeley.

O projeto, que não tem fins lucrativos, é financiado, principalmente por empresas que se dedicam identificar, atender e fornecer capital para empreendedores inovadores sob ponto de vista da sustentabilidade. Recebe também dinheiro de fundos de pesquisa das instituições que se associaram ao projeto, como a Universidade da Califórnia e percentagens de vendas dos sites de varejo associadas.

Como funciona
Na hora da compra, o consumidor pode obter informações rápidas e confiáveis sobre os produtos disponíveis, usando um aplicativo próprio instalado no aparelho iPhone para fazer a leitura do código de barras. Em instantes, o sistema fornece informações (só em inglês) como o local de confecção do produto, substâncias tóxicas usadas, exploração de trabalhadores, preocupação do fabricante com a conservação do meio ambiente, entre outras. É um perfil completo do produto e dá uma nota simples, de 0 a 10.

Além disso, digitando o código de barras na ferramenta de busca do site, é possível conseguir mais informações, como comparar itens similares e concorrentes, acessar um ranking com atribuição de notas e até mesmo criar uma lista de favoritos usando critérios cruzados de saúde, segurança e compromisso socioambiental.

O Goodguide também é associado a diversos sites de compras online como o Amazon e o eBay, ou seja, na hora da compra pela internet, o consumidor pode, antes de pagar pelo produto, a partir das referências de determinado item, procurar informações no buscador.


No Brasil
Por aqui, começam a aparecer algumas ferramentas semelhantes que ajudam o consumidor a fazer melhores escolhas sob ponto de vista da sustentabilidade e capazes de projetar um futuro promissor em relação à mobilização e construção de uma sociedade cada vez mais consciente de seus atos de consumo.

“É um processo longo, mas que vem sendo consolidado nos últimos tempos. O mais animador é que temos iniciativas que partem de diferentes setores, inclusive, da universidade”, afirma Mattar.

Construção eficiente
Criado para auxiliar engenheiros, arquitetos e quem está construindo, vai construir ou até mesmo fazer uma reforma, o site Construção Eficiente é uma vitrine virtual que mostra opções de produtos inovadores sob o ponto de vista de preservação ambiental e expõe mais de 4.000 produtos de mais de 150 empresas, entre móveis, decoração e soluções de hidráulica, cobertura, iluminação e saneamento.

Lançado em junho de 2010, apresenta desde sistemas hidráulicos que permitem o reaproveitamento de água, aquecedores solares para residências, composteiras domésticas e tijolos construídos a partir de resíduos.

A ferramenta permite ao consumidor selecionar diversas opções de produtos, solicitar e comparar orçamentos gratuitamente. Além disso, fabricantes podem aderir à iniciativa e cadastrar seus produtos. Para isso, basta fazer um cadastro e pagar o valor referente ao plano escolhido.

Biblioteca de Materiais Sustentáveis
Também lançado em 2010 pelo designer industrial Wiliam Comim, a Biblioteca de Materiais Sustentáveis é um banco de dados online que expõe projetos e materiais ecológicos para diversas áreas de atividade. A empresa pesquisa e disponibiliza via internet um catálogo de itens sustentáveis que podem ser úteis para estudantes e profissionais de arquitetura, comunicação visual, design, moda, entre outras áreas.

Na lista dos produtos é possível encontrar placas de tapume, revestimentos, telhas, divisórias, pisos para áreas internas e externas, placas informativas e tecidos, oferecendo alternativas mais sustentáveis para diversos mercados.

Garrafas de politereflalato de etileno, o popular PET, plástico, tubos de creme dental, sobras de madeira estão entre as principais fontes de matéria prima. Além disso, processos de produção limpos, como plantação de algodão orgânico e uso de madeira certificada estão entre os critérios considerados.

Para cada produto o site apresenta uma ficha técnica que inclui, entre outros dados das características do produto, o nome e os contatos da empresa fabricante.

Comin diz que todos os materiais expostos são renováveis, com baixo consumo de energia e alta porcentagem de reciclados, com baixa emissões de poluentes, e são orgânicos.

Programa Qualidade desde a Origem
Criado em 2008, o Programa permite ao consumidor saber, pela internet, quem são os fornecedores de frutas, legumes, verduras e carnes vendidos nas lojas do Grupo Pão de Açúcar (apoiador ouro do Akatu). Para isso, basta que o cliente entre no site do programa e digite, no campo indicado, o código de rastreamento do fornecedor presente na etiqueta. Se não houver o código – caso de produtos a granel – o consumidor encontra os dados da procedência do item fazendo a busca a partir do tipo do produto.

Dessa forma, é possível saber qual a região produtora e o nome do fornecedor dos produtos das prateleiras das lojas das redes Pão de Açúcar, Extra, CompreBem e Sendas. Segundo o Pão de Açúcar, especialistas qualificados realizam auditorias no campo e orientam seus parceiros. Cada fornecedor recebe uma avaliação conforme os índices de qualidade, manejo adequado dos agrotóxicos, conformidade nos padrões microbiológicos e pontualidade nas entregas. Todas essas informações coletadas, no entanto, não ficam disponíveis para o consumidor, exceto a origem, o nome do produtor e do distribuidor do produto.

Catálogo de Produtos Sustentáveis
Desenvolvido pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVCES) em 2008, o Catálogo online lista produtos com avaliação positiva dos impactos ambientais, depois de considerados critérios como eficiência energética, origem renovável do recurso, toxicidade, biodegradabilidade e gestão de resíduos.

Segundo Luciana Betiol, advogada e responsável pelo projeto, a equipe de trabalho ainda está estudando formas de incorporar a avaliação de aspectos sociais como remuneração adequada e não utilização do trabalho escravo na cadeia produtiva, além da viabilidade econômica dos produtos.

Para fazer a pesquisa dos produtos mais bem avaliados, antes da compra, o consumidor acessa o site, seleciona o tipo de produto ou serviço que pretende comprar, em seguida especifica a categoria e o material de acordo com as opções apresentadas e, finalmente, a região do país onde pretende efetuar a compra. Depois, clica em “busca” e a plataforma apresenta, sem classificação, todos os itens avaliados positivamente pelo catálogo.

O Catálogo lista produtos como alimentos, eletroeletrônicos e eletrodomésticos, materiais de construção, entre outros. Disponível na internet há três anos, o site já foi visitado por mais de 15 mil internautas.

Fonte: Rogério Ferro, da equipe Akatu

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Gestão Ambiental nas empresas*

As finalidades e objetivos de um gerenciamento ambiental nas empresas devem estar em consonância com o conjunto de atividades desenvolvidas e não podem ser vistos ou executados como elementos ou ações isoladas. As empresas ao adotarem um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) e/ou uma política ambiental devem considerar que após estabelecidos os critérios e práticas estas precisam ser cumpridas integralmente, buscando sempre o aperfeiçoamento e a melhoria contínua do SGA e das responsabilidades ambientais, econômicas e sociais das organizações empresariais.

O principal objetivo da adoção de um SGA ou política ambiental é servir de instrumento de gestão que possibilite assegurar a economia e a utilização racional das matérias primas e insumos e destacar a responsabilidade ambiental do empreendimento, orientando as decisões estratégicas, os investimentos e projetos de expansão. Um SGA deve considerar os impactos e efeitos ambientais durante todo o ciclo de vida do(s) produto(s), desde a obtenção de matérias primas, transporte, produção, armazenamento, distribuição, comercialização, assistência técnica e destinação final das sobras ou resíduos.

Um SGA empresarial deve buscar a melhoria contínua das normas e procedimentos, atuando de forma metódica e preventiva sobre as causas fundamentais dos problemas, tornando os processos estáveis e previsíveis, planejando e controlando os impactos imediatos ou não, evitando a formação de passivos ambientais que comprometam o desempenho presente e futuro da instituição. De modo geral, os principais objetivos de um SGA empresarial são os seguintes:

- Orientar os consumidores em relação à compatibilidade ambiental dos processos produtivos ou serviços prestados;
- subsidiar campanhas institucionais, destacando-se os cuidados com a conservação e preservação dos ambientes e recursos naturais;
- informar e demonstrar aos acionistas, fornecedores e consumidores o desempenho das empresas na área ambiental;
- orientar novos investimentos, identificando setores com oportunidades de gestão adequada das questões ambientais;
- Subsidiar procedimentos para a obtenção da certificação ambiental de acordo com as normas da ISO 14.000 (série de normas relativas ao meio ambiente);
- Subsidiar a obtenção da rotulagem ambiental dos produtos e/ou serviços.

*Artigo de Antonio Silvio Hendges, publicado no EcoDebate

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Empresa de andaimes lança máquina e processo para fazer tijolos de entulho

A aposta na redução do impacto ambiental da construção civil foi o que levou a empresa gaúcha de fornecimento de andaimes e equipamentos para o setor, a Baram, a desenvolver uma máquina e um processo para fazer tijolos de entulho no canteiro da obra, explicou o principal executivo da empresa Josely Rosa.

“A empresa que não tem um projeto de sustentabilidade vai ser banida do mercado e quatro ou cinco anos,” explicou.

A unidade de reciclagem do grupo Baram, Verbam, deve lançar o novo produto na Feira Internacional da Indústria da Construção (Feicon) que ocorrerá em São Paulo no mês de março. Este é o primeiro produto que visa redução do impacto ambiental na construção, mas logo deverão ser lançados mais três, revelou o empresário.

Na verdade, a Verbam vende uma máquina de triagem e processamento do entulho, mas para atendar à demanda das construtoras a empresa desenvolveu também o processo e treina os funcionários na elaboração do tijolo.

“Primeiro desenvolvemos a máquina, mas sem o produto final, que é o tijolo, houve aceitação baixa,” lembrou. “Voltamos a estudar o produto e percebemos que as construtoras precisam ver uma vantagem final”.

Pelo processo desenvolvido, é possível construir uma casa de 60m2 com 50 toneladas de entulho. Além de reduzir o custo do tijolo e reduzir a pegada ecológica da alvenaria na obra, pois o tijolo não necessita queima, o produto da Verbam permite cortar custos com contratação de caçambas, garantiu Rosa.

Foram investidos cerca de R$600 mil e o trabalho de sete engenheiros pesquisadores no desenvolvimento do produto que começou há cinco anos quando Rosa voltou de feiras europeias de construção.

“Quando visitei a Europa comecei a perceber para onde caminhávamos,” explicou. “A preocupação [com o meio ambiente] está crescendo e nós empresários não temos opção a implementar processos menos danosos ao meio ambiente”.

Além da pressão do público, por meio da mídia, os próprios clientes da empresa estão exigindo melhores padrões enquanto novas leis vão começar a exigir melhores padrões, disse Rosa que vislumbra um dia as construtoras recebendo entulho de outras obras para fabricar seus próprios tijolos.

Testes mostraram que o tijolo feito pelo processo da Verbam é mais resistente que os tijolos de cerâmica ou concreto. Hoje, a empresa já desenvolve três projetos com o conceito e já pesquisa um sistema adesivo para fixar os tijolos e eliminar a necessidade de cimento, explicou Rosa sem revelar quais serão as outras inovações que empresa está pesquisando.

Fonte: Revista Sustentabilidade

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Grupo cria Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade

Além de proporcionar a troca de conhecimento e capacitar pessoas, um dos primeiros projetos é fazer o levantamento de cargos e níveis salariais dos profissionais, em parceria com uma grande consultoria.

Com o objetivo de representar, conectar e fortalecer a atuação do profissional de sustentabilidade, responsabilidade social corporativa, cidadania corporativa, investimento social privado, entre outras denominações, acaba de nascer a Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade.

“A entidade vai levar sempre em conta a articulação intersetorial que promova a troca de experiências entre os profissionais, a contribuição na formação do profissional e a disseminação de conhecimento sobre a área, na área ou em áreas afins”, diz Marcus Nakagawa, consultor em educação para sustentabilidade e gestão para o terceiro setor que, com os inputs de seus colegas, idealizou da Associação.
Com base nessas premissas, a Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade tem como visão ser referência como um movimento de pessoas que influenciam decisivamente na promoção de condições justas, inclusivas e sustentáveis nas relações dos seres humanos com o meio em que estão inseridos, sempre baseados na ética, respeito, coerência, comprometimento e equilíbrio, complementa o grupo.

Hoje a Associação possui um grupo gestor de 20 pessoas que voluntariamente desenvolvem atividades compartilhadas. Dentro deste, há outros três Grupos de Trabalho. O Grupo de Trabalho de estruturação e planejamento organizacional facilitou a criação da missão, visão e objetivos da Associação. Este grupo também está trabalhando na estruturação funcional da organização.

O Grupo de Trabalho focado em Gestão do Conhecimento desenvolverá ações visando o compartilhamento e a produção de conhecimento entre os profissionais. O conhecimento será organizado, sistematizado e divulgado entre as pessoas. O evento de lançamento da Associação por meio do debate, por exemplo, já é uma iniciativa que visa compartilhar e estimular a troca e desenvolvimento de conhecimento que, mais adiante, deve ser disponibilizado para todos os associados. Outro projeto deste grupo é uma pesquisa salarial dos profissionais que será realizada em parceria com uma grande consultoria.

Já o Grupo de Trabalho de Comunicação visa à mobilização e o trabalho em redes dos associados. Hoje, a Associação tem um grupo no Linkedin, com o Título Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade http://migre.me/3StSs

De acordo com os integrantes da Associação, o setor ainda não está bem estruturado. Os grupos organizacionais estão experimentando um momento intenso de mudanças que, dependendo da cultura, valoriza mais ou menos o profissional que atua em sustentabilidade.

Hoje, muitas empresas que contratam executivos desta área têm dificuldades de nomenclatura e descrição de cargos e os valores dos salários são muito desiguais e sem base comparativa. Dessa forma, a Associação vem ao encontro dos interesses desses profissionais, que poderão fortalecer ainda mais o mercado em que atuam.

Para o lançamento, será promovido o debate: Quem é o Profissional da Sustentabilidade?, no próximo dia 21, em São Paulo, que contará com a presença de Maria Luiza Pinto (Santander) e Martin Bernard (Panelli Motta Cabrera & Associados) e terá como mediadora a jornalista Ana Luiza Herzog, responsável pelo Guia Exame de Sustentabilidade.

Mais informações:
(11) 2275-0833
Fran Oliveira – fran@oficinadacomunicacao.inf.br

Fonte: Ideia Sustentável

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cada R$ 1 investido em educação gera R$ 1,85 no PIB

Nenhum gasto público social contribui tanto para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) quanto os que são feitos em educação e saúde. Cada R$ 1 gasto com educação pública gera R$ 1,85 para o PIB. O mesmo valor gasto na saúde gera R$ 1,70.

“O gasto na educação não gera apenas conhecimento. Gera economia, já que ao pagar salário a professores aumenta-se o consumo, as vendas, os valores adicionados, salários, lucros, juros”, avalia o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão. “Portanto, a política social brasileira não apenas protege, como promove o cidadão”, completa.

Para a redução da desigualdade social, os gastos que apresentam maior retorno são aqueles feitos com o Bolsa Família, que geram R$ 2,25 de renda familiar para cada R$ 1 gasto com o benefício; e os benefícios de prestação continuada – destinados a idosos e portadores de deficiência cuja renda familiar per capita seja inferior a 25% do salário mínimo –, que geram R$ 2,20 para cada R$ 1 gasto.

Além disso, 56% desses gastos retornam ao caixa do Tesouro na forma de tributos. Os dados referem-se ao ano de 2006 e constam do estudo "Gasto com a Política Social: Alavanca para o Crescimento com Distribuição de Renda", divulgado nesta quinta-feira (3) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).


As informações são da Agência Brasil.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

“Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” (Do Portal Ecodebate, fev, 2011).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

BNDES já financiou R$ 200 milhões para hotéis “verdes” rumo a Copa

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou em janeiro de 2010 o projeto ProCopa Turismo, visando investimentos na área hoteleira para a Copa do mundo de futebol de 2014. Da verba emprestada, até agora quase R$ 200 milhões se destinaram a projetos hoteleiros com melhorias ambientais.

O ProCopa Turismo foi dividido em duas categorias, para eficiência energética e sustentabilidade ambiental. São elas:
BNDES ProCopa Turismo Hotel Eficiência Energética: Voltado para hotéis que obtenham certificação de eficiência energética nível “A” dentro do Programa de Eficiência Energética nas Edificações.

BNDES ProCopa Turismo Hotel Sustentável: Voltado para empreendimentos que obtenham certificação no Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem.

As duas versões do programa serão fiscalizadas e credenciadas pelo Inmetro. E quanto mais pré-requisitos o empreendimento tem, melhores condições de financiamento ele terá.

Já são três empreendimentos que contam com o programa: Reforma do Hotel Glória e construção de duas unidades Íbis (todos no Rio de Janeiro). A soma dos financiamentos chegam a R$ 178,5 milhões. Mas já existem projetos de todas as regiões do país que estão em análise.

A “onda verde” dos nossos hotéis não acaba aí: Uma parceria entre a rede hoteleira IHG e o WWF-Brasil vai fazer com que todos os hotéis da rede contribuam financeiramente com a ONG.

A campanha se chama “Cortesia Solidária” e os hóspedes dos hotéis ainda poderão doar de forma voluntária em urnas que vão ficar nas recepções.

A rede Windsor também levou a preocupação com o meio ambiente para seus projetos e, como resultado, seus dois novos empreendimentos na Barra da Tijuca serão “equipados com sistemas de redução do consumo de água e energia, para beneficiar a preservação do meio ambiente da Barra”, segundo Paulo Marcos Ribeiro, diretor de marketing do grupo.

Lembrando que a Copa do Mundo é em 2014, mas já em 2013 teremos uma “prévia” com a Copa das Confederações. E, claro, as Copas vão, mas os hotéis verdes ficam – e esperamos que se a proposta se espalhe ainda mais.

Fonte: Eco Planet

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Fabricantes de embalagens de vidro propõem plano de logística reversa ao MMA


A Associação Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro) encaminhou ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), na segunda-feira (17/01), um plano de implementação de logística reversa para o setor, comprometendo-se a recolher, depois de usados pelo consumidor final, todo tipo de embalagem de vidro.

A ação se antecipa à vigência efetiva da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada pelo ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2010. Para começar a valer de fato, o governo federal tem até junho de 2011 para elaborar uma proposta referente à nova lei que inclua, entre outros aspetos, metas de redução e reciclagem de resíduos e prazos para os diversos setores se adequarem às novas obrigações.

Segundo Lucien Belmonte, superintendente da Abividro, o plano da entidade consiste fundamentalmente em constituir uma gerenciadora no Brasil com o papel de intermediar as relações com o poder municipal, cooperativas de catadores, beneficiadoras, fabricantes de vidro e envasadoras. A entidade será responsável por coordenar a participação dos municípios, capacitar e credenciar cooperativas de catadores e beneficiadoras, negociar operações de compra e venda de recicláveis triados, além de promover campanhas de conscientização sobre reciclagem.
“A estimativa é que após quatro anos de sua instalação, a gerenciadora faça com que o índice de reciclagem do setor vidreiro atinja 50%. Em termos financeiros, equivale a dobrar os atuais R$ 60 milhões movimentados por ano pelo setor”, afirma Belmonte. “Se os esforços resultarem na adesão de todos os envasadores existentes no país e de todos os municípios brasileiros, o valor movimentado pela reciclagem do vidro pode atingir R$ 220 milhões por ano”.

Dados da Abividro indicam que hoje se recicla bem menos do que a metade do que é produzido, algo em torno de 1 milhão de toneladas por ano. São embalagens de vidro usadas para bebidas, produtos alimentícios, medicamentos, perfumes, cosméticos e outros artigos que vão parar direto no lixo, correspondendo em média a 3% dos resíduos urbanos. "Um desperdício para um material que poderia ser totalmente reaproveitado", diz Belmonte.

Do site do Akatu

terça-feira, 25 de janeiro de 2011


APEAPE – Até o dia 9 de fevereiro continua a 13ª Campanha de Prevenção de Saúde Mamária, promovida pela Sociedade Brasileira de Mastologia com o apoio local da Associação Pernambucana dos Amigos do Peito (APEAPE). Ao todo, 30 outbus circulam pelos principais corredores da Região Metropolitana do Recife, alertando à população sobre a necessidade de prevenir a doença que hoje é uma das principais causas de óbito feminino. A iniciativa, cuja garota propaganda a comediante global Heloísa Perissé, reforça que quando detectada no estágio inicial a enfermidade tem cura.



terça-feira, 18 de janeiro de 2011

EMPRESAS EM SÃO PAULO SÃO OBRIGADAS A RECOLHER O PRÓPRIO LIXO

Estabelecimentos que geram mais de 200 litros por dia têm de contratar coleta privada; prefeitura ameaça fechar quem não obedecer


Empresas localizadas no município de São Paulo e que geram mais de 200 litros – dois sacos pretos grandes – de lixo por dia são consideradas grandes geradoras e podem até ter o alvará cassado, caso não recolham seus próprios resíduos. A punição está em vigor desde sexta-feira (07/01). Aprovada como lei municipal em 2002, foi regulamentada em decreto pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), em novembro de 2010.

A regulamentação oficializa a possibilidade de caçar a licença das empresas que não cumprirem com a obrigatoriedade. “Agora, não será mais só multa. Nós vamos poder até suspender em definitivo a licença de funcionamento da empresa”, disse Dráusio Barreto, secretário municipal de Serviços. Desde 2002, quando a lei foi aprovada, a cassação da licença nunca foi aplicada. “É uma nova ferramenta que a cidade vai dispor para evitar que as empresas não cumpram a lei”.

De acordo com a prefeitura, das cerca de 12 mil toneladas diárias de lixo recolhidas na coleta pública domiciliar, aproximadamente 10% vêm de empresas.

Segundo a prefeitura, a medida responde a uma reivindicação das empresas contratadas para a coleta do lixo. Elas reclamam que têm de coletar resíduos que não são de sua responsabilidade, já que os contratos consideram apenas o lixo domiciliar, excluindo grandes geradores. O valor que essas empresas recebem é fixo, independentemente da quantidade coletada. Quanto mais lixo recolhem, menor é a margem de lucro delas, pois são necessários mais caminhões e mais funcionários.

Para fiscalizar o cumprimento da determinação, o Departamento de Limpeza Urbana da Prefeitura de São Paulo (Limpurb), obriga as empresas enquadradas na lei a contratar empresas privadas, com cadastro na prefeitura, para retirar e destinar corretamente o lixo que produzem, além de cadastrar seus contratos na prefeitura.

As empresas poderão fazer o cadastro nas Praças de Atendimento das Subprefeituras ou diretamente no Limpurb, na rua Azurita, 100, no Canindé, das 9h às 16h. Para isso, basta acessar o site do Limpurb, preencher e imprimir os formulários de cadastro. E apresentar os demais documentos exigidos, como IPTU e CNPJ.

O limite de 200 litros diários de lixo vale para empresas do setor comercial, como bares, hotéis, restaurantes, padarias e lojas. Para prédios em que funcionem empresas de serviços o limite é de mil litros de lixo por dia. Os órgãos públicos também terão de se enquadrar, exceto os da administração direta, como escolas municipais. Edifícios exclusivamente residenciais não são obrigados.

As visitas da fiscalização já começaram e estão a cargo dos agentes do Limpurb e fiscais das Subprefeituras. O prefeito Kassab nega que objetivo de seu decreto seja arrecadatório. “O nosso objetivo maior não é multar nem punir, mas sim educar. É evidente que, à medida que o tempo passar, os estabelecimentos que não fizerem suas adequações à lei deverão ser multados”, afirmou Kassab em visita a estabelecimentos comerciais na segunda-feira (10/01).

A Federação do Comercio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) e o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo (Sinhores) apoiam a obrigatoriedade. “Com a contratação de empresas de coleta, a separação dos resíduos sólidos, por meio da coleta seletiva, será alavancada, impulsionando a reciclagem de materiais e evitando o acumulo de resíduos nos aterros”, diz José Goldemberg, presidente do Conselho de Sustentabilidade da Fecomercio. “É uma medida excelente que irá, inclusive, estimular o aparecimento de novas empresas, gerando emprego e renda”, conclui.

Sérgio Machado, diretor jurídico do sindicato dos hotéis e restaurantes, também defende a nova lei, mas critica o que chamou de falta de flexibilidade dos contratos. “As empresas são obrigadas a assinar contratos mínimos de um ano para a coleta e ficam presas a esses compromissos, mas a quantidade de lixo pode variar. Deveria ser permitida a assinatura de contratos mais curtos.”

Multas
Desde sexta-feira (07/01), o Limpurb aplicou 97 multas. Segundo a lei, na primeira autuação, a multa é de R$ 1.000. Na segunda, o alvará é suspenso por cinco dias, na terceira, por 15 dias e na quarta vez, o licenciamento é cassado.

Desde a promulgação do decreto em novembro de 2010, foram feitos 204 novos cadastros. Ao todo, são cerca de 10 mil empresas cadastradas, das quais, aproximadamente 5.000 em situação regular. As demais estão sendo analisados pela prefeitura.

Fonte: Rogério Ferro, da equipe do Instituto Akatu

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO PEITO PROMOVE XIII CAMPANHA DE PREVENÇÃO DE SAÚDE MAMÁRIA

Com o slogan “A Prevenção é o Segredo. Fique de Olho!”, a Sociedade Brasileira de Mastologia, com o apoio local da Associação Pernambucana dos Amigos do Peito – APEAPE realiza a XIII Campanha de Prevenção de Saúde Mamária. Até o dia 9 de fevereiro, 30 outbus circulam pelos principais corredores da Região Metropolitana do Recife para conscientizar à população sobre a necessidade de prevenir a doença.
A iniciativa, cuja garota propaganda a atriz global Heloísa Perissé, reforça que quando detectada no estágio inicial, a enfermidade tem cura e o índice de sucesso com o tratamento é superior a 90%. A mulher deve fazer a sua parte, proteger-se e cuidar da sua saúde mamária durante toda a vida.
“Ao primeiro sinal de incômodo ou caroço, deve-se procurar um mastologista imediatamente. A idade e hereditariedade são fatores de risco, pois se a paciente tiver familiares próximos, como mãe, irmãs ou tias, portadoras de câncer, deve fazer a mamografia antes dos 30 anos”, explica o presidente da APEAPE e mastologista Antônio Figueira Filho.
Segundo o médico, o ultrassom mamário é aconselhável para todas as mulheres, a partir dos 25 anos e, após os 40, a mamografia deve ser feita regularmente. Além disso, o autoexame deve ser feito todo mês, pois é uma forma eficaz de descobrir a doença ainda no início. O toque de mama é recomendado no quinto dia da menstruação e, em mulheres que não têm útero, indica-se o dia do aniversário de cada mês como lembrete.
A incidência do câncer de mama tem aumentado e, hoje, é uma das principais causas de óbito feminino. Estatísticas provam que uma em cada 14 mulheres que nascem terá câncer no decorrer da vida. O quadro tende a se agravar quando se sabe que as campanhas voltadas para o assunto são escassas e tímidas perante a gravidade do problema. Outro empecilho é que a maioria das mulheres só procura o médico quando o tumor já está em fase avançada.

APEAPE –

Ligada à disciplina de Mastologia da Universidade de Pernambuco (UPE), a APEAPE é uma organização sem fins lucrativos que busca diminuir o estigma sobre o câncer de mama e o seu tratamento, oferecendo melhor qualidade de vida e atendimento aos pacientes portadores da doença.
A entidade conta com o suporte médico do Ambulatório de Mastologia da UPE, onde as mulheres recebem o diagnóstico e são encaminhadas para cirurgia ou internação, de acordo com o seu quadro clínico. “Fazemos até 45 atendimentos por dia e uma média de vinte cirurgias de segunda a sexta-feira”, explica Figueira Filho. O ambulatório também acompanha o processo pós-operatório e realiza o controle oncológico, inclusive de pacientes de outros estados.
“Contamos com uma equipe multidisciplinar formada por oito mastologistas, um oncomastologista, uma psicóloga e enfermeiras que prestam excelente atendimento às mulheres que enfrentam a enfermidade”, diz Figueira Filho. Esses profissionais são imprescindíveis, pois, segundo o médico, o trauma psicológico de quem perde a mama é igual a perder um ente querido. “O nosso objetivo é que as pacientes se recuperem da doença não só fisicamente, mas também psicologicamente".
Com onze anos de existência, a APEAPE é uma das organizações não governamentais mais atuantes no combate à enfermidade em Pernambuco. Em 2010, comandou importantes ações locais como Seja um Amigo do Peito, Outubro Rosa, A Arte do Mundo aos Seus Pés, além de ter promovido eventos como o tradicional Bazar de Natal da APEAPE.