quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Consumidores brasileiros também podem fazer consultas no Goodguide

O Goodguide, ferramenta online criada nos Estados Unidos e que permite aos consumidores de lá obterem, de forma rápida, prática e direta, informações independentes sobre a sustentabilidade de produtos e serviços que consomem, pode ser usada no Brasil, já que parte dos mais 90 mil itens norte-americanos cadastrados no buscador são produtos exportados e até confeccionados em vários países do mundo.

Não existem dados sobre o número de brasileiros que usam a ferramenta, nem a quantidade exata de produtos comercializados no Brasil cadastrados no sistema, mas é considerável o volume das importações brasileiras a partir dos Estados Unidos. Dos produtos estrangeiros que chegaram aqui em 2010, 15,1% vieram dos Estados Unidos, segundo dados da Secretaria do Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio (MDIC). Da Ásia foram 30,7%; da União Europeia, 21,7%, e de América Latina e Caribe, 16,9%.

“Apesar de já funcionar há quatro anos, o Goodguide ainda é uma ferramenta em construção e, mesmo nos Estados Unidos, muitos produtos ainda não estão cadastrados. Aqui no Brasil, testamos, com sucesso, perto de uma dezena de marcas internacionais, mas acreditamos que essa lista pode ser maior”, explica Alice Lobo, diretora executiva do Prêmio GreenBest. A iniciativa, que reconhece as melhores iniciativas e produtos sustentáveis no Brasil, selecionou o Goodguide para finalista na categoria Sites e Aplicativos.

Para Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu, o Goodguide ajuda o movimento do consumo consciente. “Ferramentas como o Goodguide são importantes fontes de informação para consumidores de toda parte, já que os produtos tendem a ser os mesmos no mundo inteiro. Aliada às já consolidadas redes sociais, onde internautas relatam suas experiências com bens adquiridos, se tornam um instrumento muito útil para o consumo consciente”, analisa.

O Goodguide também é associado a diversos sites de compras online como o Amazon, eBay e PayPal, ou seja, na hora da compra pela internet, o consumidor pode, antes de pagar pelo produto, a partir das referências de determinado item, procurar informações no buscador.

Itens que vão desde alimentos, produtos de cuidados pessoais, limpeza doméstica, eletroeletrônicos e eletrodomésticos e até comida para animais são analisados por uma equipe de especialistas em avaliação do ciclo de vida de produtos, engenharia ambiental, química, nutrição e estudiosos do comportamento do consumidor, além de outros profissionais independentes e os resultados cadastrados na ferramenta. O grupo é liderado por Dara O´Rourke, idealizador do projeto e o professor de política ambiental e do trabalho da Universidade de Berkeley.

O projeto, que não tem fins lucrativos, é financiado, principalmente por empresas que se dedicam identificar, atender e fornecer capital para empreendedores inovadores sob ponto de vista da sustentabilidade. Recebe também dinheiro de fundos de pesquisa das instituições que se associaram ao projeto, como a Universidade da Califórnia e percentagens de vendas dos sites de varejo associadas.

Como funciona
Na hora da compra, o consumidor pode obter informações rápidas e confiáveis sobre os produtos disponíveis, usando um aplicativo próprio instalado no aparelho iPhone para fazer a leitura do código de barras. Em instantes, o sistema fornece informações (só em inglês) como o local de confecção do produto, substâncias tóxicas usadas, exploração de trabalhadores, preocupação do fabricante com a conservação do meio ambiente, entre outras. É um perfil completo do produto e dá uma nota simples, de 0 a 10.

Além disso, digitando o código de barras na ferramenta de busca do site, é possível conseguir mais informações, como comparar itens similares e concorrentes, acessar um ranking com atribuição de notas e até mesmo criar uma lista de favoritos usando critérios cruzados de saúde, segurança e compromisso socioambiental.

O Goodguide também é associado a diversos sites de compras online como o Amazon e o eBay, ou seja, na hora da compra pela internet, o consumidor pode, antes de pagar pelo produto, a partir das referências de determinado item, procurar informações no buscador.


No Brasil
Por aqui, começam a aparecer algumas ferramentas semelhantes que ajudam o consumidor a fazer melhores escolhas sob ponto de vista da sustentabilidade e capazes de projetar um futuro promissor em relação à mobilização e construção de uma sociedade cada vez mais consciente de seus atos de consumo.

“É um processo longo, mas que vem sendo consolidado nos últimos tempos. O mais animador é que temos iniciativas que partem de diferentes setores, inclusive, da universidade”, afirma Mattar.

Construção eficiente
Criado para auxiliar engenheiros, arquitetos e quem está construindo, vai construir ou até mesmo fazer uma reforma, o site Construção Eficiente é uma vitrine virtual que mostra opções de produtos inovadores sob o ponto de vista de preservação ambiental e expõe mais de 4.000 produtos de mais de 150 empresas, entre móveis, decoração e soluções de hidráulica, cobertura, iluminação e saneamento.

Lançado em junho de 2010, apresenta desde sistemas hidráulicos que permitem o reaproveitamento de água, aquecedores solares para residências, composteiras domésticas e tijolos construídos a partir de resíduos.

A ferramenta permite ao consumidor selecionar diversas opções de produtos, solicitar e comparar orçamentos gratuitamente. Além disso, fabricantes podem aderir à iniciativa e cadastrar seus produtos. Para isso, basta fazer um cadastro e pagar o valor referente ao plano escolhido.

Biblioteca de Materiais Sustentáveis
Também lançado em 2010 pelo designer industrial Wiliam Comim, a Biblioteca de Materiais Sustentáveis é um banco de dados online que expõe projetos e materiais ecológicos para diversas áreas de atividade. A empresa pesquisa e disponibiliza via internet um catálogo de itens sustentáveis que podem ser úteis para estudantes e profissionais de arquitetura, comunicação visual, design, moda, entre outras áreas.

Na lista dos produtos é possível encontrar placas de tapume, revestimentos, telhas, divisórias, pisos para áreas internas e externas, placas informativas e tecidos, oferecendo alternativas mais sustentáveis para diversos mercados.

Garrafas de politereflalato de etileno, o popular PET, plástico, tubos de creme dental, sobras de madeira estão entre as principais fontes de matéria prima. Além disso, processos de produção limpos, como plantação de algodão orgânico e uso de madeira certificada estão entre os critérios considerados.

Para cada produto o site apresenta uma ficha técnica que inclui, entre outros dados das características do produto, o nome e os contatos da empresa fabricante.

Comin diz que todos os materiais expostos são renováveis, com baixo consumo de energia e alta porcentagem de reciclados, com baixa emissões de poluentes, e são orgânicos.

Programa Qualidade desde a Origem
Criado em 2008, o Programa permite ao consumidor saber, pela internet, quem são os fornecedores de frutas, legumes, verduras e carnes vendidos nas lojas do Grupo Pão de Açúcar (apoiador ouro do Akatu). Para isso, basta que o cliente entre no site do programa e digite, no campo indicado, o código de rastreamento do fornecedor presente na etiqueta. Se não houver o código – caso de produtos a granel – o consumidor encontra os dados da procedência do item fazendo a busca a partir do tipo do produto.

Dessa forma, é possível saber qual a região produtora e o nome do fornecedor dos produtos das prateleiras das lojas das redes Pão de Açúcar, Extra, CompreBem e Sendas. Segundo o Pão de Açúcar, especialistas qualificados realizam auditorias no campo e orientam seus parceiros. Cada fornecedor recebe uma avaliação conforme os índices de qualidade, manejo adequado dos agrotóxicos, conformidade nos padrões microbiológicos e pontualidade nas entregas. Todas essas informações coletadas, no entanto, não ficam disponíveis para o consumidor, exceto a origem, o nome do produtor e do distribuidor do produto.

Catálogo de Produtos Sustentáveis
Desenvolvido pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVCES) em 2008, o Catálogo online lista produtos com avaliação positiva dos impactos ambientais, depois de considerados critérios como eficiência energética, origem renovável do recurso, toxicidade, biodegradabilidade e gestão de resíduos.

Segundo Luciana Betiol, advogada e responsável pelo projeto, a equipe de trabalho ainda está estudando formas de incorporar a avaliação de aspectos sociais como remuneração adequada e não utilização do trabalho escravo na cadeia produtiva, além da viabilidade econômica dos produtos.

Para fazer a pesquisa dos produtos mais bem avaliados, antes da compra, o consumidor acessa o site, seleciona o tipo de produto ou serviço que pretende comprar, em seguida especifica a categoria e o material de acordo com as opções apresentadas e, finalmente, a região do país onde pretende efetuar a compra. Depois, clica em “busca” e a plataforma apresenta, sem classificação, todos os itens avaliados positivamente pelo catálogo.

O Catálogo lista produtos como alimentos, eletroeletrônicos e eletrodomésticos, materiais de construção, entre outros. Disponível na internet há três anos, o site já foi visitado por mais de 15 mil internautas.

Fonte: Rogério Ferro, da equipe Akatu

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Gestão Ambiental nas empresas*

As finalidades e objetivos de um gerenciamento ambiental nas empresas devem estar em consonância com o conjunto de atividades desenvolvidas e não podem ser vistos ou executados como elementos ou ações isoladas. As empresas ao adotarem um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) e/ou uma política ambiental devem considerar que após estabelecidos os critérios e práticas estas precisam ser cumpridas integralmente, buscando sempre o aperfeiçoamento e a melhoria contínua do SGA e das responsabilidades ambientais, econômicas e sociais das organizações empresariais.

O principal objetivo da adoção de um SGA ou política ambiental é servir de instrumento de gestão que possibilite assegurar a economia e a utilização racional das matérias primas e insumos e destacar a responsabilidade ambiental do empreendimento, orientando as decisões estratégicas, os investimentos e projetos de expansão. Um SGA deve considerar os impactos e efeitos ambientais durante todo o ciclo de vida do(s) produto(s), desde a obtenção de matérias primas, transporte, produção, armazenamento, distribuição, comercialização, assistência técnica e destinação final das sobras ou resíduos.

Um SGA empresarial deve buscar a melhoria contínua das normas e procedimentos, atuando de forma metódica e preventiva sobre as causas fundamentais dos problemas, tornando os processos estáveis e previsíveis, planejando e controlando os impactos imediatos ou não, evitando a formação de passivos ambientais que comprometam o desempenho presente e futuro da instituição. De modo geral, os principais objetivos de um SGA empresarial são os seguintes:

- Orientar os consumidores em relação à compatibilidade ambiental dos processos produtivos ou serviços prestados;
- subsidiar campanhas institucionais, destacando-se os cuidados com a conservação e preservação dos ambientes e recursos naturais;
- informar e demonstrar aos acionistas, fornecedores e consumidores o desempenho das empresas na área ambiental;
- orientar novos investimentos, identificando setores com oportunidades de gestão adequada das questões ambientais;
- Subsidiar procedimentos para a obtenção da certificação ambiental de acordo com as normas da ISO 14.000 (série de normas relativas ao meio ambiente);
- Subsidiar a obtenção da rotulagem ambiental dos produtos e/ou serviços.

*Artigo de Antonio Silvio Hendges, publicado no EcoDebate

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Empresa de andaimes lança máquina e processo para fazer tijolos de entulho

A aposta na redução do impacto ambiental da construção civil foi o que levou a empresa gaúcha de fornecimento de andaimes e equipamentos para o setor, a Baram, a desenvolver uma máquina e um processo para fazer tijolos de entulho no canteiro da obra, explicou o principal executivo da empresa Josely Rosa.

“A empresa que não tem um projeto de sustentabilidade vai ser banida do mercado e quatro ou cinco anos,” explicou.

A unidade de reciclagem do grupo Baram, Verbam, deve lançar o novo produto na Feira Internacional da Indústria da Construção (Feicon) que ocorrerá em São Paulo no mês de março. Este é o primeiro produto que visa redução do impacto ambiental na construção, mas logo deverão ser lançados mais três, revelou o empresário.

Na verdade, a Verbam vende uma máquina de triagem e processamento do entulho, mas para atendar à demanda das construtoras a empresa desenvolveu também o processo e treina os funcionários na elaboração do tijolo.

“Primeiro desenvolvemos a máquina, mas sem o produto final, que é o tijolo, houve aceitação baixa,” lembrou. “Voltamos a estudar o produto e percebemos que as construtoras precisam ver uma vantagem final”.

Pelo processo desenvolvido, é possível construir uma casa de 60m2 com 50 toneladas de entulho. Além de reduzir o custo do tijolo e reduzir a pegada ecológica da alvenaria na obra, pois o tijolo não necessita queima, o produto da Verbam permite cortar custos com contratação de caçambas, garantiu Rosa.

Foram investidos cerca de R$600 mil e o trabalho de sete engenheiros pesquisadores no desenvolvimento do produto que começou há cinco anos quando Rosa voltou de feiras europeias de construção.

“Quando visitei a Europa comecei a perceber para onde caminhávamos,” explicou. “A preocupação [com o meio ambiente] está crescendo e nós empresários não temos opção a implementar processos menos danosos ao meio ambiente”.

Além da pressão do público, por meio da mídia, os próprios clientes da empresa estão exigindo melhores padrões enquanto novas leis vão começar a exigir melhores padrões, disse Rosa que vislumbra um dia as construtoras recebendo entulho de outras obras para fabricar seus próprios tijolos.

Testes mostraram que o tijolo feito pelo processo da Verbam é mais resistente que os tijolos de cerâmica ou concreto. Hoje, a empresa já desenvolve três projetos com o conceito e já pesquisa um sistema adesivo para fixar os tijolos e eliminar a necessidade de cimento, explicou Rosa sem revelar quais serão as outras inovações que empresa está pesquisando.

Fonte: Revista Sustentabilidade

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Grupo cria Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade

Além de proporcionar a troca de conhecimento e capacitar pessoas, um dos primeiros projetos é fazer o levantamento de cargos e níveis salariais dos profissionais, em parceria com uma grande consultoria.

Com o objetivo de representar, conectar e fortalecer a atuação do profissional de sustentabilidade, responsabilidade social corporativa, cidadania corporativa, investimento social privado, entre outras denominações, acaba de nascer a Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade.

“A entidade vai levar sempre em conta a articulação intersetorial que promova a troca de experiências entre os profissionais, a contribuição na formação do profissional e a disseminação de conhecimento sobre a área, na área ou em áreas afins”, diz Marcus Nakagawa, consultor em educação para sustentabilidade e gestão para o terceiro setor que, com os inputs de seus colegas, idealizou da Associação.
Com base nessas premissas, a Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade tem como visão ser referência como um movimento de pessoas que influenciam decisivamente na promoção de condições justas, inclusivas e sustentáveis nas relações dos seres humanos com o meio em que estão inseridos, sempre baseados na ética, respeito, coerência, comprometimento e equilíbrio, complementa o grupo.

Hoje a Associação possui um grupo gestor de 20 pessoas que voluntariamente desenvolvem atividades compartilhadas. Dentro deste, há outros três Grupos de Trabalho. O Grupo de Trabalho de estruturação e planejamento organizacional facilitou a criação da missão, visão e objetivos da Associação. Este grupo também está trabalhando na estruturação funcional da organização.

O Grupo de Trabalho focado em Gestão do Conhecimento desenvolverá ações visando o compartilhamento e a produção de conhecimento entre os profissionais. O conhecimento será organizado, sistematizado e divulgado entre as pessoas. O evento de lançamento da Associação por meio do debate, por exemplo, já é uma iniciativa que visa compartilhar e estimular a troca e desenvolvimento de conhecimento que, mais adiante, deve ser disponibilizado para todos os associados. Outro projeto deste grupo é uma pesquisa salarial dos profissionais que será realizada em parceria com uma grande consultoria.

Já o Grupo de Trabalho de Comunicação visa à mobilização e o trabalho em redes dos associados. Hoje, a Associação tem um grupo no Linkedin, com o Título Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade http://migre.me/3StSs

De acordo com os integrantes da Associação, o setor ainda não está bem estruturado. Os grupos organizacionais estão experimentando um momento intenso de mudanças que, dependendo da cultura, valoriza mais ou menos o profissional que atua em sustentabilidade.

Hoje, muitas empresas que contratam executivos desta área têm dificuldades de nomenclatura e descrição de cargos e os valores dos salários são muito desiguais e sem base comparativa. Dessa forma, a Associação vem ao encontro dos interesses desses profissionais, que poderão fortalecer ainda mais o mercado em que atuam.

Para o lançamento, será promovido o debate: Quem é o Profissional da Sustentabilidade?, no próximo dia 21, em São Paulo, que contará com a presença de Maria Luiza Pinto (Santander) e Martin Bernard (Panelli Motta Cabrera & Associados) e terá como mediadora a jornalista Ana Luiza Herzog, responsável pelo Guia Exame de Sustentabilidade.

Mais informações:
(11) 2275-0833
Fran Oliveira – fran@oficinadacomunicacao.inf.br

Fonte: Ideia Sustentável

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cada R$ 1 investido em educação gera R$ 1,85 no PIB

Nenhum gasto público social contribui tanto para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) quanto os que são feitos em educação e saúde. Cada R$ 1 gasto com educação pública gera R$ 1,85 para o PIB. O mesmo valor gasto na saúde gera R$ 1,70.

“O gasto na educação não gera apenas conhecimento. Gera economia, já que ao pagar salário a professores aumenta-se o consumo, as vendas, os valores adicionados, salários, lucros, juros”, avalia o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão. “Portanto, a política social brasileira não apenas protege, como promove o cidadão”, completa.

Para a redução da desigualdade social, os gastos que apresentam maior retorno são aqueles feitos com o Bolsa Família, que geram R$ 2,25 de renda familiar para cada R$ 1 gasto com o benefício; e os benefícios de prestação continuada – destinados a idosos e portadores de deficiência cuja renda familiar per capita seja inferior a 25% do salário mínimo –, que geram R$ 2,20 para cada R$ 1 gasto.

Além disso, 56% desses gastos retornam ao caixa do Tesouro na forma de tributos. Os dados referem-se ao ano de 2006 e constam do estudo "Gasto com a Política Social: Alavanca para o Crescimento com Distribuição de Renda", divulgado nesta quinta-feira (3) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).


As informações são da Agência Brasil.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

“Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” (Do Portal Ecodebate, fev, 2011).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

BNDES já financiou R$ 200 milhões para hotéis “verdes” rumo a Copa

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou em janeiro de 2010 o projeto ProCopa Turismo, visando investimentos na área hoteleira para a Copa do mundo de futebol de 2014. Da verba emprestada, até agora quase R$ 200 milhões se destinaram a projetos hoteleiros com melhorias ambientais.

O ProCopa Turismo foi dividido em duas categorias, para eficiência energética e sustentabilidade ambiental. São elas:
BNDES ProCopa Turismo Hotel Eficiência Energética: Voltado para hotéis que obtenham certificação de eficiência energética nível “A” dentro do Programa de Eficiência Energética nas Edificações.

BNDES ProCopa Turismo Hotel Sustentável: Voltado para empreendimentos que obtenham certificação no Sistema de Gestão da Sustentabilidade para Meios de Hospedagem.

As duas versões do programa serão fiscalizadas e credenciadas pelo Inmetro. E quanto mais pré-requisitos o empreendimento tem, melhores condições de financiamento ele terá.

Já são três empreendimentos que contam com o programa: Reforma do Hotel Glória e construção de duas unidades Íbis (todos no Rio de Janeiro). A soma dos financiamentos chegam a R$ 178,5 milhões. Mas já existem projetos de todas as regiões do país que estão em análise.

A “onda verde” dos nossos hotéis não acaba aí: Uma parceria entre a rede hoteleira IHG e o WWF-Brasil vai fazer com que todos os hotéis da rede contribuam financeiramente com a ONG.

A campanha se chama “Cortesia Solidária” e os hóspedes dos hotéis ainda poderão doar de forma voluntária em urnas que vão ficar nas recepções.

A rede Windsor também levou a preocupação com o meio ambiente para seus projetos e, como resultado, seus dois novos empreendimentos na Barra da Tijuca serão “equipados com sistemas de redução do consumo de água e energia, para beneficiar a preservação do meio ambiente da Barra”, segundo Paulo Marcos Ribeiro, diretor de marketing do grupo.

Lembrando que a Copa do Mundo é em 2014, mas já em 2013 teremos uma “prévia” com a Copa das Confederações. E, claro, as Copas vão, mas os hotéis verdes ficam – e esperamos que se a proposta se espalhe ainda mais.

Fonte: Eco Planet

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Fabricantes de embalagens de vidro propõem plano de logística reversa ao MMA


A Associação Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro) encaminhou ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), na segunda-feira (17/01), um plano de implementação de logística reversa para o setor, comprometendo-se a recolher, depois de usados pelo consumidor final, todo tipo de embalagem de vidro.

A ação se antecipa à vigência efetiva da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada pelo ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2010. Para começar a valer de fato, o governo federal tem até junho de 2011 para elaborar uma proposta referente à nova lei que inclua, entre outros aspetos, metas de redução e reciclagem de resíduos e prazos para os diversos setores se adequarem às novas obrigações.

Segundo Lucien Belmonte, superintendente da Abividro, o plano da entidade consiste fundamentalmente em constituir uma gerenciadora no Brasil com o papel de intermediar as relações com o poder municipal, cooperativas de catadores, beneficiadoras, fabricantes de vidro e envasadoras. A entidade será responsável por coordenar a participação dos municípios, capacitar e credenciar cooperativas de catadores e beneficiadoras, negociar operações de compra e venda de recicláveis triados, além de promover campanhas de conscientização sobre reciclagem.
“A estimativa é que após quatro anos de sua instalação, a gerenciadora faça com que o índice de reciclagem do setor vidreiro atinja 50%. Em termos financeiros, equivale a dobrar os atuais R$ 60 milhões movimentados por ano pelo setor”, afirma Belmonte. “Se os esforços resultarem na adesão de todos os envasadores existentes no país e de todos os municípios brasileiros, o valor movimentado pela reciclagem do vidro pode atingir R$ 220 milhões por ano”.

Dados da Abividro indicam que hoje se recicla bem menos do que a metade do que é produzido, algo em torno de 1 milhão de toneladas por ano. São embalagens de vidro usadas para bebidas, produtos alimentícios, medicamentos, perfumes, cosméticos e outros artigos que vão parar direto no lixo, correspondendo em média a 3% dos resíduos urbanos. "Um desperdício para um material que poderia ser totalmente reaproveitado", diz Belmonte.

Do site do Akatu