terça-feira, 19 de abril de 2011

Saiba como fazer uma calha de garrafas PET

Uma boa opção para o reaproveitamento das garrafas PET (Polietileno Tereftalat) de dois litros é utilizá-la para fazer calhas em casas. A quantidade de garrafas necessárias depende do comprimento da casa ou, do local onde a calha será instalada.

Uma garrafa PET demora cerca de 400 anos para se degradar no meio ambiente. Por ser leve, resistente, e permitir o isolamento dos líquidos, esse material se tornou muito utilizado para embalar bebidas em todo o mundo. Porém, mesmo com índices de reciclagem altos, que chegam a 51% no Brasil, ele também é bastante descartado inadequadamente em lixões e aterros sanitários.

Uma maneira de evitar esse descarte é através da reutilização deste material. Para fazer uma calha com as garrafas, o primeiro passo é limpá-las e retirar os rótulos com solvente. Feito isso, corte o bico e o fundo da garrafa, onde ficam as marcas de divisão, e pinte-a na cor desejada pelo lado de dentro, com tinta a óleo.

O procedimento de montagem é simples. Em primeiro lugar é importante definir os canos de decida da água e a altura. Depois, emende os canos com cola de isopor ou de contato e corte mais garrafas do tamanho do comprimento de sua casa, repetindo o processo de acordo com seu projeto. O passo seguinte é usar uma faca ou tesoura para fazer um retângulo de aproximadamente dez centímetros para entrada de água da chuva.

Para fixar as garrafas, você pode comprar os encaixes e parafusar, ou utilizar arames, fazendo com que as garrafas fiquem presas no teto. É importante não esquecer de fazer dois canos para a saída de água, um em cada ponta da calha. Para unir o cano e a calha, faça um círculo na última garrafa da estrutura e cole. Com informações de “Invente aqui” e calhapet.com.br

Da Redação CicloVivo

terça-feira, 12 de abril de 2011

70% dos que não usam transporte público o fariam se o serviço fosse de qualidade

Se o transporte público fosse de qualidade, 70,99% da população urbana brasileira que não usam esse serviço nos principais deslocamentos diários se tornariam usuários frequentes do sistema coletivo. Para isso, eles exigem melhorias, principalmente, na rapidez (20,83%), na disponibilidade de linhas (15,67%) e no preço; ou seja, passagens mais baratas (9,22%). Pouco mais de 24% afirmam que nada os faria utilizar o transporte público coletivo.
Os dados são da pesquisa Sistema de Indicadores de Percepção Social: Mobilidade Urbana, realizada pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada no final de janeiro deste ano.

Segundo o levantamento, que ouviu 2.770 brasileiros em todos os estados e no Distrito Federal, a disponibilidade e a rapidez ultrapassaram, juntas, 40% das preferências na região Nordeste. Com a exceção dessa parcela do país, em que a indisponibilidade de linhas foi mais citada como condicionante principal ao uso do transporte individual, as demais regiões exigem, em primeiro lugar, a rapidez. Na terceira opção, o preço e o conforto aparecem juntos, com aproximadamente 15% das considerações. Entre os que afirmam que nenhuma opção os faria utilizar os transportes públicos, 32,5% são da região Centro-Oeste e 14,7% do Norte.

Marcio Pochmann, presidente do Ipea, enfatizou que a expansão da frota brasileira na última década se deu especialmente por meio de motos e automóveis. “Houve também um crescimento no transporte coletivo, mas não na mesma proporção, visto que para cada ônibus novo colocado em circulação nos últimos dez anos, apareceram 52 automóveis”, disse. “A população tem interesse em usar o transporte público, mas ainda precisa identificá-lo mais com características de rapidez, melhor preço e segurança. Há espaço para ação em matéria de políticas públicas”, concluiu Pochmann.

Os meios de locomoção coletivos são utilizados por 44,3% da população, cerca de 85 milhões de brasileiros. O uso de carros aparece em segundo lugar, com 23,8%, e o de motocicletas em terceiro, com 12,6%. O percentual de pessoas que se locomovem a pé é de 12,3%, e a bicicleta aparece como última opção, com 7%.

“Investimentos em metrô, e trem, que integram e comportam mais pessoas, são mais rápidos e poluem menos, podem ser soluções de melhor qualidade, se não for possível reduzir o contingente e a concentração populacional das metrópoles aferida hoje. Essas alternativas, aliadas ao incentivo do governo para promover novas modalidades de transporte, em substituição aos automóveis e ônibus, diminuiriam o fluxo de veículos, os atrasos, o desconforto da população e a emissão de gases poluentes na atmosfera, beneficiando a saúde pública”, recomenda o estudo.

Brasileiros estão insatisfeitos com o transporte público

Ainda de acordo com o estudo, mais de um terço da população brasileira (39%) considera o transporte público muito ruim ou ruim. No país, 31,3% acham o transporte regular  e somente 2,9% consideram muito bom, ao passo que 26,1% o consideram bom e 0,7% não souberam ou não quiseram opinar. A região Sudeste tem o menor percentual de entrevistados que acham o transporte muito bom, 1,8%, ao mesmo tempo em que conta com uma das piores avaliações: 45,9% de reprovação. No Norte há a melhor aprovação, com 7,6% que consideram o transporte público muito bom.

Por Rogério Ferro, da equipe Akatu

Biblioteca da ONU oferece índices do desenvolvimento humano

O Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) lançou uma biblioteca online com textos de temas sociais e econômicos. O Centro de Documentação de Desenvolvimento Humano oferece ao público mais de 500 publicações sobre meio ambiente, conhecimento, desigualdade, democracia, racismo e cultura produzidos por escritórios da ONU na América Latina e no Caribe.
Grande parte do material é em espanhol e a sua procura pode ser feita diretamente no campo convencional ou por meio de uma árvore de busca, que oferece os papéis por tipo de trabalho: pessoas (indivíduos, instituições, contexto cultura e organizacional), bens (locais, empresas, estado, sociedade civil), natureza (desastres naturais), entre outros. Os documentos podem ser lidos direto na página ou baixados para o computador do usuário no formato pdf.
Os organizadores afirmam que o armazenamento e a organização dos documentos na árvore de busca do site possibilitam observar a interdisciplinaridade que a própria Nações Unidas fazem da ideia de desenvolvimento, que não contempla só o viés econômico, mas, também e com igual peso, os aspectos ambiental e social.

Fonte: Akatu com informações do site do Pnud

terça-feira, 5 de abril de 2011

Arquitetos noruegueses criam projeto para deixar Los Angeles mais sustentável



Projeto Umbrella reinterpreta a infra-estrutura existente de Los Angeles, implementando uma estratégia de renovação baseada em pontos que irão gradualmente transformar a grade da cidade em um espaço público mais verde e mais atraente. (Imagem:Divulgação)

O Projeto Umbrella ou Guarda-Chuva, feito pelos arquitetos noruegueses Constantin Boincean, Ralph Bertram e Aleksandra Danielak, ganhou o primeiro lugar no Los Angeles Cleantech Corridor e na competição Green District, apresentada pelo Instituto de Arquitetura da California do Sul.

Os participantes foram desafiados a usar a competição como um fórum de discussões sobre inovações e novos conceitos que poderiam ser aplicados ao tecido urbano de Los Angeles.

O Prefeito de Los Angeles, Antonio Villaraigosa, acredita que a competição irá transformar o centro industrial em uma incubadora de empregos verdes e de tecnologia, irá promover o crescimento sustentável da economia de Los Angeles, e colocar a cidade na vanguarda da revolução da tecnologia limpa.

Segundo os designers vencedores, o Projeto Guarda-Chuva, "reinterpreta a infra-estrutura existente de Los Angeles, implantando uma estratégia de renovação baseada em pontos que irão gradualmente transformar a grade da cidade em um espaço público mais verde e mais atraente”. A estrutura, em forma de cogumelo, irá tratar o esgoto da cidade e de blocos adjacentes coletando a água negra, limpando e redistribuindo essa água limpa pelo processo de evaporação solar e condensação.

Os designers desenvolveram uma estratégia de "acupuntura" para o programa de renovação urbana de Los Angeles, para ajudar a transformar a cidade para um futuro mais sustentável. O Projeto inicialmente parece ser um mobiliário urbano de grandes dimensões. As estruturas são, na verdade evaporadores solar, que podem ser implementados dentro da rede existente na cidade.

As estruturas vão clarear a água negra do sistema de esgoto, e através de um processo de evaporação e condensação, irão redistribuí-la. Ruas convencionais são transformadas em mantas de paisagens culturais e irão promover o potencial de desenvolvimento sustentável dentro e ao redor delas. A praça urbana central se tornará um ponto dentro de um processo gradual de transformação, que irá afetar o modo em que as pessoas vêm, usam e experienciam suas cidades. As estruturas são plataformas para novos tipos de atividades sociais.

Cada componente do projeto Umbrella se torna um ponto focal para a evolução social e as atividades que se fundem para se tornar parte de uma rede maior, proposta pela equipe de design. Stan Allen, diretor da Escola da Universidade de Princeton de Arquitetura, descreveu o projeto como "altamente memorável ​​como uma imagem, ao mesmo tempo em que transforma a maneira como a cidade vai tratar os seus recursos no futuro".
Da Redação CicloVivo